A pretexto de um trabalho que tenho agora em mãos, mergulhei a fundo na discografia de José Mário Branco.
Uns dizem que esta minha geração é menos politizada, menos interveniente, menos preocupada. Outros dizem que não, que participamos mais, mas de outras formas. Não queremos saber de partidos nem de hinos, e só vamos à Festa do Avante! uns pelo amor à música e ao espírito festivaleiro, outros porque é cool. Fazemos downloads de borla, não compramos discos nem vinis, mas vamos a cada vez mais concertos. Dizemos merda nos versos das nossas canções, nelas chamamos filhos da puta aos políticos, mas não estamos imunes à censura do dito mundo livre. Há quem queria sempre por uns pis e scratches nas palavras menos politicamente correctas, há quem não tenha pudor em banir uma canção ou um álbum das ondas do éter moderno.
Para a minha geração, o 25 de Abril é mais um feriado. Mas talvez não tenha havido nunca uma geração que preze tanto a sua liberdade, a sua privacidade, os seus direitos.
Bom, este não é o lugar para explorar orientações políticas. Como diz o grande cantor de intervenção, José Mário Branco, tudo depende da bala e da pontaria.
A Cantiga é Uma Arma, o Grupo de Acção Cultural de José Mário Branco.
_______
"A cantiga é uma arma
eu não sabia
tudo depende da bala
e da pontaria
Tudo depende da raiva
e da alegria
a cantiga é uma arma
e eu não sabia"
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segunda-feira, 9 de março de 2009
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Sérgio Godinho - Liberdade (1974)
A 25 de Abril de 1974 caía a ditadura e nascia a Liberdade. A de Sérgio Godinho e a de todos nós.
Aproveite o feriado para tomar a liberdade de fazer aquilo que sempre quis fazer.
Segunda-feira há mais música por aqui.
Até lá, Liberdade, por Sérgio Godinho.
___
"Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação, saúde,
educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir"
Aproveite o feriado para tomar a liberdade de fazer aquilo que sempre quis fazer.
Segunda-feira há mais música por aqui.
Até lá, Liberdade, por Sérgio Godinho.
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"Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação, saúde,
educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir"
Etiquetas:
canção de intervenção,
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