Correndo o risco de me tornar repetitiva, volto a dizer que as parcerias são sempre interessantes experiências musicais. Há algumas que resultam em cheio, e uma dessas é a que se ouve em Pronúncia do Norte, tema de Rock in Rio Douro que junta os GNR à cantora de música tradicional portuguesa Isabel Silvestre.
Assim de repente não imagino melhor parceira para a voz de reininho neste tema que ela. Silvestre tem a típica voz das mulheres do Norte que trocam os cestos e as enxadas pelo coro da Igreja da Aldeia, ou pelas cantorias durante a apanha do milho. É aquela voz imperfeita, a voz do canto tradicional. E, claro está, a voz com pronúncia. Do Norte.
Uma ilha mais tradicional no meio do mar pop-rock / pós-punk dos GNR, este Pronúncia do Norte é um tema forte, épico, lírico. Um grande momento de inspiração.
Aqui fica a sugestão, Pronúncia do Norte, o Grupo Novo Rock com Isabel Silvestre.
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"E as teias que vidram nas janelas
esperam um barco parecido com elas
Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar"
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segunda-feira, 16 de junho de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
GNR - Efectivamente (1986)
Efectivamente tem mais de 20 anos, reparo agora.
É aquela canção simples, perspicaz, de Psicopátria. Também pode ser uma canção irónica.
E que faz Rui Reininho, o excêntrico vocalista do Grupo Novo Rock, na esplanada de um bar? A ouvir as conversas dos outros, a observar, claro está.
Os GNR são dos melhores exemplos de longevidade da colheita rock dos anos 80. Desde Independança (1982), LP de estreia recentemente editado em CD, que a banda tem cimentado uma carreira, umas vezes mais para o lado do rock, outras mais para o lado da pop. Os GNR fazem o que querem e fazem-no bem.
Em 2006 alguns nomes do hip-hop nacional juntaram-se em homenagem aos 25 anos dos GNR no álbum Revistados. Foi uma boa surpresa ver estilos musicais tão distintos a comunicar. Algumas faixas estão bem conseguidas, outras nem tanto, como tudo na vida. A versão de NBC para Bem Vindo ao Passado é um dos bons exemplos.
E se isto foi surpreendente, então o que dizer da notícia ontem avançada pelo gratuito Metro?
Os GNR vão tocar com... a GNR.
Algum dia teria de acontecer: a Guarda Nacional Republicana convidou e o Grupo Novo Rock aceitou. É já dia 18 de Abril que a Orquestra Sinfónica da GNR e a banda de Reininho se encontram no Pavilhão Atlântico.
E porque a coisa não é para menos, os arranjos estão nas mãos de músicos como Mário Laginha e Filipe Melo.
Parece que o fim-de-semana não vai estar grande coisa para deambular pelo campo e pelos jardins. Mas para ouvir as conversas dos outros (sem moralizar) também não é preciso tanto.
Efectivamente, concordam os GNR.
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"Adoro as pulgas dos cães
E todos os bichos do mato,
O riso das crianças dos outros,
Cágados de pernas para o ar"
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É aquela canção simples, perspicaz, de Psicopátria. Também pode ser uma canção irónica.
E que faz Rui Reininho, o excêntrico vocalista do Grupo Novo Rock, na esplanada de um bar? A ouvir as conversas dos outros, a observar, claro está.
Os GNR são dos melhores exemplos de longevidade da colheita rock dos anos 80. Desde Independança (1982), LP de estreia recentemente editado em CD, que a banda tem cimentado uma carreira, umas vezes mais para o lado do rock, outras mais para o lado da pop. Os GNR fazem o que querem e fazem-no bem.
Em 2006 alguns nomes do hip-hop nacional juntaram-se em homenagem aos 25 anos dos GNR no álbum Revistados. Foi uma boa surpresa ver estilos musicais tão distintos a comunicar. Algumas faixas estão bem conseguidas, outras nem tanto, como tudo na vida. A versão de NBC para Bem Vindo ao Passado é um dos bons exemplos.
E se isto foi surpreendente, então o que dizer da notícia ontem avançada pelo gratuito Metro?
Os GNR vão tocar com... a GNR.
Algum dia teria de acontecer: a Guarda Nacional Republicana convidou e o Grupo Novo Rock aceitou. É já dia 18 de Abril que a Orquestra Sinfónica da GNR e a banda de Reininho se encontram no Pavilhão Atlântico.
E porque a coisa não é para menos, os arranjos estão nas mãos de músicos como Mário Laginha e Filipe Melo.
Parece que o fim-de-semana não vai estar grande coisa para deambular pelo campo e pelos jardins. Mas para ouvir as conversas dos outros (sem moralizar) também não é preciso tanto.
Efectivamente, concordam os GNR.
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"Adoro as pulgas dos cães
E todos os bichos do mato,
O riso das crianças dos outros,
Cágados de pernas para o ar"
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