Mostrar mensagens com a etiqueta one-man-band. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta one-man-band. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Becky Lee And Drunkfoot - Old Fashioned Man (2008)

Contam-se velhas histórias sobre one-man bands. Foram invenções práticas, principalmente para músicos de rua: não estavam dependentes de outros músicos e podiam andar por aí à boleia, com uma guitarra, uma mini-bateria e a obrigatória harmónica. Por outro lado, também não é difícil imaginar que, numa época em que o acesso aos discos era limitadíssima e as novas sonoridades vinham pelas ondas da rádio, o mais fácil era pegar no que estava mais à mão e imitar da melhor forma aquilo que se ia ouvindo.

Hoje, as one-man bands podem nascer da simples ideia get yourself a band!, nem é preciso mais. Eu, confesso, sou fã desta forma solitária de fazer música! Para quê complicar quando uma guitarra, um kit básico de percussão e aqui ou ali uma harmónica conseguem fazer passar a mensagem? O resultado não poderia ser mais delicioso: um som cru, puro.

Becky Lee And Drunkfoot é uma das poucas one-(wo)man bands. Já esteve em Portugal umas poucas de vezes e tem colaborado com os portugueses A Jigsaw e The Legendary Tigerman. Se, à primeira audição, a voz não me convenceu, bastou umas incusões mais atentas pelo myspace para me apaixonar pela americana e pelo seu pé bêbedo! É rock 'n' roll, é blues, é country, é o que ela quiser.

Escolhi para hoje Old Fashioned Man, um tema que parece tão clássico como o próprio homem de que fala. Delicioso e, como não podia deixar de ser, obrigatório.

Becky Lee And Drunkfoot, Old Fashioned Man.

_________

"I'm in love with an old fashioned man
I'm in love with an old fashioned man
all he wanna do is play guitar and sing
and you won't catch him in no designer jeans

but oh I'm just as broke up as a girl could be
'cause old fashioned him, he don't want modern me

I'm in love with an old fashioned man, yes I am
I'm in love with an old fashioned man
he ain't a year over thirty but he dresses the part
of a dear old granddad with a broken heart

but oh I'm just as broke up as a girl could be
'cause old fashioned him, he don't want modern me

see
I wanna go out and try the finer things in town
his old soul wants to go the forest, find a quarry and swim around
oh but it makes me want him even more

girls stay away from those old fashioned men
girls stay away from those old fashioned men
they'll break you even if you are a good woman
and they all seem to obsess over that romanticized ramblin'

and oh you'll be just as broke up as a girl could be
'cause old fashioned he's don't want no modern she's"

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

The Legendary Tiger Man - Fuck Christmas, I Got The Blues (2003)

Não há nada a fazer, eu adoro os blues.
Muitos dirão que os blues são o parente pobre do jazz. Como aqueles que um dia disseram que a música pop, no sentido de popular, deixava de ser música por isso. Música, só a erudita.

Na verdade os blues são estruturas musicais simples, das quais partem todas as canções, um pouco como no nosso fado. Há uma forma de cantar, de tocar a guitarra ou banjo, de entoar as notas, de construir os poemas que distingue qualquer blues à distância.

Nascidos nos finais do século XIX, pelas mãos calejadas dos imigrantes negros no delta do Mississipi, os blues são, como diz o especialista José Duarte, o principal afluente do grande rio do jazz. Sendo ao mesmo tempo inspirador e inspirado.

Não são um estilo muito flexível, com o qual se consigam fazer mil e uma experimentações e talvez esteja aí o encanto dos blues, na simplicidade, na honestidade.

É Natal e não posso deixar de sugerir este irónico Fuck Christmas, I Got The Blues, tema que deu nome ao segundo álbum de Paulo Furtado enquanto The Legendary Tiger Man.

As one-man-bands são outra coisa deliciosa. Um homem, uma parafernália de instrumentos. Marca o ritmo no pedal da bateria enquanto toca guitarra e harmónica. Tudo ao mesmo tempo.

Paulo Furtado recupera esse imaginário dos músicos pedintes, com a armação de metal ao pescoço, mini-bateria e guitarra às costas. Isso tudo aliado a uma imagem vintage soberba, fazem dele um dos músicos mais carismáticos da nossa praça.

Quem não estiver muito ligado nas tradições natalícias, aproveite o dia 25 para rumar à Galeria Zé dos Bois e assistir a mais uma edição das Fuck Christmas, I Got Something Weird Sessions.

The Legendary Tiger Man, Fuck Christmas, I Got The Blues.

______

"Fuck Christmas, baby... I got the blues!"