Contam-se velhas histórias sobre one-man bands. Foram invenções práticas, principalmente para músicos de rua: não estavam dependentes de outros músicos e podiam andar por aí à boleia, com uma guitarra, uma mini-bateria e a obrigatória harmónica. Por outro lado, também não é difícil imaginar que, numa época em que o acesso aos discos era limitadíssima e as novas sonoridades vinham pelas ondas da rádio, o mais fácil era pegar no que estava mais à mão e imitar da melhor forma aquilo que se ia ouvindo.
Hoje, as one-man bands podem nascer da simples ideia get yourself a band!, nem é preciso mais. Eu, confesso, sou fã desta forma solitária de fazer música! Para quê complicar quando uma guitarra, um kit básico de percussão e aqui ou ali uma harmónica conseguem fazer passar a mensagem? O resultado não poderia ser mais delicioso: um som cru, puro.
Becky Lee And Drunkfoot é uma das poucas one-(wo)man bands. Já esteve em Portugal umas poucas de vezes e tem colaborado com os portugueses A Jigsaw e The Legendary Tigerman. Se, à primeira audição, a voz não me convenceu, bastou umas incusões mais atentas pelo myspace para me apaixonar pela americana e pelo seu pé bêbedo! É rock 'n' roll, é blues, é country, é o que ela quiser.
Escolhi para hoje Old Fashioned Man, um tema que parece tão clássico como o próprio homem de que fala. Delicioso e, como não podia deixar de ser, obrigatório.
Becky Lee And Drunkfoot, Old Fashioned Man.
_________
"I'm in love with an old fashioned man
I'm in love with an old fashioned man
all he wanna do is play guitar and sing
and you won't catch him in no designer jeans
but oh I'm just as broke up as a girl could be
'cause old fashioned him, he don't want modern me
I'm in love with an old fashioned man, yes I am
I'm in love with an old fashioned man
he ain't a year over thirty but he dresses the part
of a dear old granddad with a broken heart
but oh I'm just as broke up as a girl could be
'cause old fashioned him, he don't want modern me
see
I wanna go out and try the finer things in town
his old soul wants to go the forest, find a quarry and swim around
oh but it makes me want him even more
girls stay away from those old fashioned men
girls stay away from those old fashioned men
they'll break you even if you are a good woman
and they all seem to obsess over that romanticized ramblin'
and oh you'll be just as broke up as a girl could be
'cause old fashioned he's don't want no modern she's"
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
The Legendary Tigerman & Asia Argento - Life Ain't Enough For You (2009)
Já foi adiado vezes sem conta durante o ano, mas parece que desta é de vez! Femina, o mais recente trabalho de Paulo Furtado enquanto The Legendary Tigerman deve chegar aos escaparates em Setembro e, a julgar pelo primeiro avanço... a espera valeu mais que a pena!
As minhas expectativas já estavam lá nos píncaros. Primeiro, porque se trata de Tigerman e não se pode esperar outra coisa que não um excelente álbum. Depois, pela particularidade de este disco contar com presenças femininas de luxo: Asia Argento, que partilha este Life Ain't Enough For You, Peaches, Becky Lee, Rita Redshoes, Maria de Medeiros, Cláudia Efe, Rita Braga... Luxo é, portanto, uma palavra pequenina para tão certeiras escolhas.
O single é delicioso e mal posso esperar pelo resto do álbum! As vozes da multifacetada artista italiana e de Paulo Furtado fundem-se numa quase perfeição sussurrada, a guitarra acompanha-os, sem sobressaltos. Life Ain't Enough For You é um pequeno rebuçado. Só sei dizer que estes dois meses de espera vão ser duros.
Até lá, Life Ain't Enough For You, The Legendary Tigerman. Mais que obrigatório.
_______
"I say life ain't enough for you,
You say, baby what you gonna do?"
As minhas expectativas já estavam lá nos píncaros. Primeiro, porque se trata de Tigerman e não se pode esperar outra coisa que não um excelente álbum. Depois, pela particularidade de este disco contar com presenças femininas de luxo: Asia Argento, que partilha este Life Ain't Enough For You, Peaches, Becky Lee, Rita Redshoes, Maria de Medeiros, Cláudia Efe, Rita Braga... Luxo é, portanto, uma palavra pequenina para tão certeiras escolhas.
O single é delicioso e mal posso esperar pelo resto do álbum! As vozes da multifacetada artista italiana e de Paulo Furtado fundem-se numa quase perfeição sussurrada, a guitarra acompanha-os, sem sobressaltos. Life Ain't Enough For You é um pequeno rebuçado. Só sei dizer que estes dois meses de espera vão ser duros.
Até lá, Life Ain't Enough For You, The Legendary Tigerman. Mais que obrigatório.
_______
"I say life ain't enough for you,
You say, baby what you gonna do?"
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terça-feira, 2 de junho de 2009
Bob Dylan - I Feel A Change Comin' On (2009)
Quero inaugurar a nova cara do 1 Música por Dia com a canção que me tem ocupado os dias.
Como sabem, ando a ouvir Together Through Life tal e qual como ele soa, tal e qual a maneira como Dylan canta os seus 10 temas - como se não houvesse amanhã.
Fazer qualquer coisa como se não houvesse amanhã é fazê-lo com um prazer, um gozo descarado. Como se nada mais importasse no momento, como se já se tivesse visto de tudo, feito de tudo, ouvido de tudo, sentido de tudo e ainda assim o mundo continuasse a ser uma surpresa e a vida a melhor coisa que jamais nos poderia ter acontecido. Gosto de I Feel a Change Comin' On porque é e não é uma canção optimista.
Ora é de um entusiasmo deliciosamente adolescente, ora é a voz de um homem maduro, a quem a vida já iludiu e desiludiu vezes sem conta. Então em que é que ficamos? No desejo, no amor, na alegria de viver? Ou antes nos sonhos que nunca deram certo e nas flores que não conseguiu agarrar? Bob Dylan já o tinha respondido antes e volta a fazê-lo agora. É a mudança, senhores!
É disto que estamos aqui a falar. I Feel a Change Comin' On, Mr. Bob Dylan.
_________
"Well I'm lookin the world over
Looking far off into the east
And i see my baby comin'
she's walking with the village beast
I feel a change comin' on
and the last part of the day's already gone
We got so much in common
we strive for the same old ends
And I just can't wait
wait for us to become friends
I feel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone
Well life is for love
And they say that love is blind
If you wanna live easy
Baby, pack your clothes with mine
I feel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone
Well now what's the use in dreaming
You got better things to d
oDreams never did work for me anyway
Even when they did come true
You are as porous as ever
Baby you can start a fire
I must be losing my mind
You're the object of my desire
I feel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone
I'm listening to Billy Joe Shaver
And i'm reading James Joyc
eSome people they tell me
I got the blood of the land in my voice
Everybody got all the money
Everybody got all the beautiful clothes
Everybody got all the flowers
I don't have one single rose
Ifeel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone"
Como sabem, ando a ouvir Together Through Life tal e qual como ele soa, tal e qual a maneira como Dylan canta os seus 10 temas - como se não houvesse amanhã.
Fazer qualquer coisa como se não houvesse amanhã é fazê-lo com um prazer, um gozo descarado. Como se nada mais importasse no momento, como se já se tivesse visto de tudo, feito de tudo, ouvido de tudo, sentido de tudo e ainda assim o mundo continuasse a ser uma surpresa e a vida a melhor coisa que jamais nos poderia ter acontecido. Gosto de I Feel a Change Comin' On porque é e não é uma canção optimista.
Ora é de um entusiasmo deliciosamente adolescente, ora é a voz de um homem maduro, a quem a vida já iludiu e desiludiu vezes sem conta. Então em que é que ficamos? No desejo, no amor, na alegria de viver? Ou antes nos sonhos que nunca deram certo e nas flores que não conseguiu agarrar? Bob Dylan já o tinha respondido antes e volta a fazê-lo agora. É a mudança, senhores!
É disto que estamos aqui a falar. I Feel a Change Comin' On, Mr. Bob Dylan.
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"Well I'm lookin the world over
Looking far off into the east
And i see my baby comin'
she's walking with the village beast
I feel a change comin' on
and the last part of the day's already gone
We got so much in common
we strive for the same old ends
And I just can't wait
wait for us to become friends
I feel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone
Well life is for love
And they say that love is blind
If you wanna live easy
Baby, pack your clothes with mine
I feel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone
Well now what's the use in dreaming
You got better things to d
oDreams never did work for me anyway
Even when they did come true
You are as porous as ever
Baby you can start a fire
I must be losing my mind
You're the object of my desire
I feel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone
I'm listening to Billy Joe Shaver
And i'm reading James Joyc
eSome people they tell me
I got the blood of the land in my voice
Everybody got all the money
Everybody got all the beautiful clothes
Everybody got all the flowers
I don't have one single rose
Ifeel a change comin' on
and the fourth part of the day's already gone"
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Bob Dylan - Life is Hard (2009)
Bob Dylan é um génio, e continua a sê-lo, sem tirar nem pôr, em 2009. Se alguma poeira de dúvida restasse, Together Through Life está aí para prová-lo.
Não foi fácil esscolher a música do dia, as 10 que compõem o novíssimo álbum de Dylan são irrepreensíveis. Tenho estado a ouvi-las sofregamente desde sexta-feira. Podia ter escolhido a agitada It's All Good, a guitarra viciante de Jolene, a mais rockeira Shake Shake Mama, a deliciosa e quase veraneante I Feel a Change Comin' On, a bluesy My Wife's Home Town, o acordeão de This Dream Of You, os grandes otovermes (no bom sentido) If You Ever Go To Houston e Forgetful Heart ou o single Beyond Here Lies Nothin'. Escolhi Life is Hard, a mais introspectiva das 10 canções, também pelo dedilhar arrepiante da guitarra no início, mas principalmente pelo poema. Quem escreve assim não é gago. É um génio. É que não é fácil - é duro mesmo - pôr em palavras o que a palavra amizade significa, e o quanto as ausências doem.
Por isso, deixo aqui o poema na íntegra. Agora vão procurar a música, porque as palavras ganham outra intensidade na voz rouca e suja de Bob Dylan.
Together Through Life é mais um disco obrigatório. Como todos os outros - sem excepção - de Dylan.
Life is Hard, Bob Dylan.
_______
"The evening winds are still
I've lost the way and will
Can’t tell you where they went
I just know what they meant
I’m always on my guard
Admitting life is hard
Without you near me
The friend you used to be,
So near and dear to me
You slipped so far away,
Where did we go astray
I passed the old school yard,
Admitting life is hard
Without you near me
Ever since the day,
The day you went away
I felt that emptiness so wide
I don’t know what's wrong or right
I just know I need strength to fight,
Strength to fight that world outside
Since we've been out of touch
I haven't felt that much
From day to barren day
My heart stays locked away
I walk the boulevard,
Admitting life is hard
Without you near me
The sun is sinking low
I guess it's time to go
I feel a chilly breeze
In place of memories
My dreams are locked and barred
Admitting life is hard
Without you near me"
Não foi fácil esscolher a música do dia, as 10 que compõem o novíssimo álbum de Dylan são irrepreensíveis. Tenho estado a ouvi-las sofregamente desde sexta-feira. Podia ter escolhido a agitada It's All Good, a guitarra viciante de Jolene, a mais rockeira Shake Shake Mama, a deliciosa e quase veraneante I Feel a Change Comin' On, a bluesy My Wife's Home Town, o acordeão de This Dream Of You, os grandes otovermes (no bom sentido) If You Ever Go To Houston e Forgetful Heart ou o single Beyond Here Lies Nothin'. Escolhi Life is Hard, a mais introspectiva das 10 canções, também pelo dedilhar arrepiante da guitarra no início, mas principalmente pelo poema. Quem escreve assim não é gago. É um génio. É que não é fácil - é duro mesmo - pôr em palavras o que a palavra amizade significa, e o quanto as ausências doem.
Por isso, deixo aqui o poema na íntegra. Agora vão procurar a música, porque as palavras ganham outra intensidade na voz rouca e suja de Bob Dylan.
Together Through Life é mais um disco obrigatório. Como todos os outros - sem excepção - de Dylan.
Life is Hard, Bob Dylan.
_______
"The evening winds are still
I've lost the way and will
Can’t tell you where they went
I just know what they meant
I’m always on my guard
Admitting life is hard
Without you near me
The friend you used to be,
So near and dear to me
You slipped so far away,
Where did we go astray
I passed the old school yard,
Admitting life is hard
Without you near me
Ever since the day,
The day you went away
I felt that emptiness so wide
I don’t know what's wrong or right
I just know I need strength to fight,
Strength to fight that world outside
Since we've been out of touch
I haven't felt that much
From day to barren day
My heart stays locked away
I walk the boulevard,
Admitting life is hard
Without you near me
The sun is sinking low
I guess it's time to go
I feel a chilly breeze
In place of memories
My dreams are locked and barred
Admitting life is hard
Without you near me"
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
T-Bone Walker - Call It Stormy Monday (1943)
Ontem vi finalmente O Estranho Caso de Benjamin Button. Depois de ter lido todo o tipo de críticas, boas, más, assim-assim, o filme agradou-me mesmo. Por várias razões e uma delas tem o seu quê de musical, ou não fosse eu uma melómana do pior. E como este é um blog de música, deixo as partes cinematográficas para quem realmente percebe do assunto.
A curiosa história do tipo que nasce velho e rejuvenesce à medida que os anos passam acontece nesse santuário do jazz e dos blues que é New Orleans, precisamente na época de florescimento do género banhado pelo delta do Mississipi. É delicioso, não posso negar, ouvir aquelo acento típico, aquela forma tão peculiar de falar, legado de negros, de homens e mulheres que me habituei a ouvir nos melhores standards de jazz e blues.
Boa parte da acção desenrola-se entre as décadas de 30 e 50, logo o filme é muito marcado por aquela coisa tão típica que paira no ar um pouco por todo o Louisiana. Aquela cadência jazzy, não sei bem explicar.
Call It Stormy Monday, um blues típico, cantada por vários artistas em todas as gerações, não faz parte da banda sonora de O Estranho Caso de Benjamin Button, mas bem podia fazer. Escolhi a versão de 1943 de T-Bone Walker para hoje. Se existe canção que descreve como se vivia na New Orleans dos anos 40, essa canção é esta.
Deliciosa no ritmo, na guitarra que sobressai, no piano lá atrás, no saxofone que de quando em vez também se impõe. E a voz a de Walker, um desalento tal que só podia existir ali, naquele momento e naquele lugar da história.
Call It Stormy Monday, T-Bone Walker.
______
They call it stormy Moday, but Tuesday's just as bad
They call it stormy Moday, but Tuesday's just as bad
Wednesday's worse, and Thursday's also sad
Yes the eagle flies on Friday, and Saturday I go out to play
Eagle flies on Friday, and Saturday I go out to play
Sunday I go to church, then I kneel down and pray
Lord have mercy, Lord have mercy on me
Lord have mercy, my heart's in misery
Crazy about my baby, yes, send her back to me
A curiosa história do tipo que nasce velho e rejuvenesce à medida que os anos passam acontece nesse santuário do jazz e dos blues que é New Orleans, precisamente na época de florescimento do género banhado pelo delta do Mississipi. É delicioso, não posso negar, ouvir aquelo acento típico, aquela forma tão peculiar de falar, legado de negros, de homens e mulheres que me habituei a ouvir nos melhores standards de jazz e blues.
Boa parte da acção desenrola-se entre as décadas de 30 e 50, logo o filme é muito marcado por aquela coisa tão típica que paira no ar um pouco por todo o Louisiana. Aquela cadência jazzy, não sei bem explicar.
Call It Stormy Monday, um blues típico, cantada por vários artistas em todas as gerações, não faz parte da banda sonora de O Estranho Caso de Benjamin Button, mas bem podia fazer. Escolhi a versão de 1943 de T-Bone Walker para hoje. Se existe canção que descreve como se vivia na New Orleans dos anos 40, essa canção é esta.
Deliciosa no ritmo, na guitarra que sobressai, no piano lá atrás, no saxofone que de quando em vez também se impõe. E a voz a de Walker, um desalento tal que só podia existir ali, naquele momento e naquele lugar da história.
Call It Stormy Monday, T-Bone Walker.
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They call it stormy Moday, but Tuesday's just as bad
They call it stormy Moday, but Tuesday's just as bad
Wednesday's worse, and Thursday's also sad
Yes the eagle flies on Friday, and Saturday I go out to play
Eagle flies on Friday, and Saturday I go out to play
Sunday I go to church, then I kneel down and pray
Lord have mercy, Lord have mercy on me
Lord have mercy, my heart's in misery
Crazy about my baby, yes, send her back to me
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
The Legendary Tiger Man - Fuck Christmas, I Got The Blues (2003)
Não há nada a fazer, eu adoro os blues.
Muitos dirão que os blues são o parente pobre do jazz. Como aqueles que um dia disseram que a música pop, no sentido de popular, deixava de ser música por isso. Música, só a erudita.
Na verdade os blues são estruturas musicais simples, das quais partem todas as canções, um pouco como no nosso fado. Há uma forma de cantar, de tocar a guitarra ou banjo, de entoar as notas, de construir os poemas que distingue qualquer blues à distância.
Nascidos nos finais do século XIX, pelas mãos calejadas dos imigrantes negros no delta do Mississipi, os blues são, como diz o especialista José Duarte, o principal afluente do grande rio do jazz. Sendo ao mesmo tempo inspirador e inspirado.
Não são um estilo muito flexível, com o qual se consigam fazer mil e uma experimentações e talvez esteja aí o encanto dos blues, na simplicidade, na honestidade.
É Natal e não posso deixar de sugerir este irónico Fuck Christmas, I Got The Blues, tema que deu nome ao segundo álbum de Paulo Furtado enquanto The Legendary Tiger Man.
As one-man-bands são outra coisa deliciosa. Um homem, uma parafernália de instrumentos. Marca o ritmo no pedal da bateria enquanto toca guitarra e harmónica. Tudo ao mesmo tempo.
Paulo Furtado recupera esse imaginário dos músicos pedintes, com a armação de metal ao pescoço, mini-bateria e guitarra às costas. Isso tudo aliado a uma imagem vintage soberba, fazem dele um dos músicos mais carismáticos da nossa praça.
Quem não estiver muito ligado nas tradições natalícias, aproveite o dia 25 para rumar à Galeria Zé dos Bois e assistir a mais uma edição das Fuck Christmas, I Got Something Weird Sessions.
The Legendary Tiger Man, Fuck Christmas, I Got The Blues.
______
"Fuck Christmas, baby... I got the blues!"
Muitos dirão que os blues são o parente pobre do jazz. Como aqueles que um dia disseram que a música pop, no sentido de popular, deixava de ser música por isso. Música, só a erudita.
Na verdade os blues são estruturas musicais simples, das quais partem todas as canções, um pouco como no nosso fado. Há uma forma de cantar, de tocar a guitarra ou banjo, de entoar as notas, de construir os poemas que distingue qualquer blues à distância.
Nascidos nos finais do século XIX, pelas mãos calejadas dos imigrantes negros no delta do Mississipi, os blues são, como diz o especialista José Duarte, o principal afluente do grande rio do jazz. Sendo ao mesmo tempo inspirador e inspirado.
Não são um estilo muito flexível, com o qual se consigam fazer mil e uma experimentações e talvez esteja aí o encanto dos blues, na simplicidade, na honestidade.
É Natal e não posso deixar de sugerir este irónico Fuck Christmas, I Got The Blues, tema que deu nome ao segundo álbum de Paulo Furtado enquanto The Legendary Tiger Man.
As one-man-bands são outra coisa deliciosa. Um homem, uma parafernália de instrumentos. Marca o ritmo no pedal da bateria enquanto toca guitarra e harmónica. Tudo ao mesmo tempo.
Paulo Furtado recupera esse imaginário dos músicos pedintes, com a armação de metal ao pescoço, mini-bateria e guitarra às costas. Isso tudo aliado a uma imagem vintage soberba, fazem dele um dos músicos mais carismáticos da nossa praça.
Quem não estiver muito ligado nas tradições natalícias, aproveite o dia 25 para rumar à Galeria Zé dos Bois e assistir a mais uma edição das Fuck Christmas, I Got Something Weird Sessions.
The Legendary Tiger Man, Fuck Christmas, I Got The Blues.
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"Fuck Christmas, baby... I got the blues!"
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
Chauffeur Navarrus - Juca Camaleão (2008)
Recebi hoje no e-mail mais um tema a incluir no primeiríssimo álbum dos Chauffeur Navarrus, Estradas Locais, que deve estar mesmo a rebentar nos escaparates.
Juca Camaleão é blues do melhor que se faz em português. Bom swing, a harmónica de João Coutinho com um protagonismo merecido e o trombone de Guida Costa a dar um toque big-band muito interessante. O resto é de uma competência de que nunca duvidei: Paleka, para mim o grande bluesman do Chauffeur - com direito a chapéu e tudo - , está em forma; o baixo sempre a pontuar, e a voz de João Navarro cada vez melhor. Os coros como sempre magníficos, uma verdadeira party track, como lhe chamaram, com palmas e gritos.
E depois há esta história de um tipo vigarista como muitos que encontramos por aí, que vai de Marrocos ao Japão, vender todo o tipo de coisas mesmo as que não interessam a ninguém. Até o fornecedor engana.
Venham daí essas estradas locais, que estamos a precisar de uns caminhos novos e menos congestionados por onde andar.
Juca Camaleão, pelo Chauffeur Navarrus.
_____
"Vendes óculos escuros, carros, esquemas e seguros,
és um artista!"
Juca Camaleão é blues do melhor que se faz em português. Bom swing, a harmónica de João Coutinho com um protagonismo merecido e o trombone de Guida Costa a dar um toque big-band muito interessante. O resto é de uma competência de que nunca duvidei: Paleka, para mim o grande bluesman do Chauffeur - com direito a chapéu e tudo - , está em forma; o baixo sempre a pontuar, e a voz de João Navarro cada vez melhor. Os coros como sempre magníficos, uma verdadeira party track, como lhe chamaram, com palmas e gritos.
E depois há esta história de um tipo vigarista como muitos que encontramos por aí, que vai de Marrocos ao Japão, vender todo o tipo de coisas mesmo as que não interessam a ninguém. Até o fornecedor engana.
Venham daí essas estradas locais, que estamos a precisar de uns caminhos novos e menos congestionados por onde andar.
Juca Camaleão, pelo Chauffeur Navarrus.
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"Vendes óculos escuros, carros, esquemas e seguros,
és um artista!"
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terça-feira, 16 de setembro de 2008
The Legendary Tiger Man - I Got My Night Off (2006)
The Legendary Tiger Man é seguramente um dos projectos mais interessantes na já de si muitíssimo interessante cena musical portuguesa. Uma one-man-band que parece ter vindo das décadas de ouro dos blues, da brilhantina, do rockabily...
Femina, o aguardado novo álbum de Tiger Man, deverá estar nos escaparates em Março próximo. A voz de Peaches já está confirmada e outras vozes femininas deverão dar o seu contributo. Uma escolha que a mim me deixa ainda mais curiosa.
Este I Got My Night Off é de Masquerade, o último álbum de The Legendary Tige Man.
Enquanto Femina não chega, aproveite a sua noite de folga para ver e ouvir um dos mais estimulantes músicos da nossa praça.
The Legendary Tiger Man, I Got My Night Off.
Femina, o aguardado novo álbum de Tiger Man, deverá estar nos escaparates em Março próximo. A voz de Peaches já está confirmada e outras vozes femininas deverão dar o seu contributo. Uma escolha que a mim me deixa ainda mais curiosa.
Este I Got My Night Off é de Masquerade, o último álbum de The Legendary Tige Man.
Enquanto Femina não chega, aproveite a sua noite de folga para ver e ouvir um dos mais estimulantes músicos da nossa praça.
The Legendary Tiger Man, I Got My Night Off.
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quarta-feira, 2 de julho de 2008
Louis Armstrong & Ella Fitzgerald- Basin Street Blues
Tem feito parte do meu trabalho, neste últimos dias, telefonar para aqui e para ali. Telefonemas daqueles em que nos põem invariavelmente em espera. Eternidades. Às vezes a chamada cai, outras vezes somos nós que desistimos.
Nos entretantos, ouvem-se conversas indesejadas, ruído, silêncio, e ocasionalmente música.
Num destes telefonemas ouvi Basin Street Blues, a canção que Louis Armstrong gravou em 1929 e que eu adoro ouvir em dueto com Ella Fitzgerald.
Um belo momento que me fez pensar como seriam bem mais agradáveis todos os escritórios de todas as empresas por este mundo fora, se se ouvisse jazz como música ambiente. Também se podiam ouvir outras coisas. Ter música durante o horário de trabalho parece-me sempre positivo. Positivo mas nem sempre concretizável. Não na empresa onde trabalho.
Este clássico do jazz é uma homenagem à rua de New Orleans, no Louisiana. Um local mítico para este género musical. Quanto a mim, este blues é também um hino à amizade, ao reencontro.
Afinal, Basin Street is the street where the best folks always meet.
Duas grandes vozes, Ella e Armstrong em dueto é a minha proposta para hoje. No final ainda temos direito a um scat, pelo mestre do improviso.
Basin Street Blues, Louis Armstrong com Ella Fitzgerald. Divino.
___
"Won't you come along with me
to the Mississippi
we'll take a boat to the land of dreams
Steam down the river, down to New Orleans"
Nos entretantos, ouvem-se conversas indesejadas, ruído, silêncio, e ocasionalmente música.
Num destes telefonemas ouvi Basin Street Blues, a canção que Louis Armstrong gravou em 1929 e que eu adoro ouvir em dueto com Ella Fitzgerald.
Um belo momento que me fez pensar como seriam bem mais agradáveis todos os escritórios de todas as empresas por este mundo fora, se se ouvisse jazz como música ambiente. Também se podiam ouvir outras coisas. Ter música durante o horário de trabalho parece-me sempre positivo. Positivo mas nem sempre concretizável. Não na empresa onde trabalho.
Este clássico do jazz é uma homenagem à rua de New Orleans, no Louisiana. Um local mítico para este género musical. Quanto a mim, este blues é também um hino à amizade, ao reencontro.
Afinal, Basin Street is the street where the best folks always meet.
Duas grandes vozes, Ella e Armstrong em dueto é a minha proposta para hoje. No final ainda temos direito a um scat, pelo mestre do improviso.
Basin Street Blues, Louis Armstrong com Ella Fitzgerald. Divino.
___
"Won't you come along with me
to the Mississippi
we'll take a boat to the land of dreams
Steam down the river, down to New Orleans"
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terça-feira, 1 de abril de 2008
Dinah Washington - Nobody Knows The Way I Feel This Morning (1962)
Ouvir as grandes divas do jazz e dos blues fez-me pensar no papel da mulher na música ao longo dos tempos.
Quando as vozes de Billie Holiday, Ella Fitzgerald ou Dinah Washington se mostraram ao mundo ainda a revolução do soutien estava longe. Todas tiveram infâncias difíceis, umas mais que outras é certo, e vidas errantes.
E é essa a grande componente dos blues e que faz deste um género musical muito particular. E se o mundo conheceu muitos e bons bluesmen, a verdade é que as mulheres também deram cartas neste estilo do jazz. Dinah Washington, a Rainha dos Blues, disso é exemplo.
Para quem casou sete vezes ao longo dos seus (curtos) 39 anos de vida, Nobody Knows The Way I Feel This Morning bem podia ser a banda sonora dos seus dias e noites. A desventura amorosa, popularizada depois por Aretha Franklin, mostra uma mulher amargurada pela traição. Amargurada mas não resignada. Uma mulher que mandaria o marido para o cemitério mais próximo, se pudesse. Uma mulher que empenha os anéis de ouro para fugir de combóio. E que ainda avisa aos outras mulheres: não se deixem ir em cantigas.
Hoje as mulheres já não esperam o homem atrás da porta com o rolo da massa, de madrugada. Já não fogem para não mais voltar. Preenchem os papéis para o divórcio.
Tudo mudou.
Hoje o papel da mulher na música está diferente, menos interventivo, mas talvez mais igual.
E depois também há a mulher que vende o corpo disfarçado de música.
Há também mulheres que tentam quebrar esse esteriótipo, como Beth Ditto, a vocalista dos Gossip, que se despe em palco para mostrar que a beleza é subjectiva.
Para hoje, Nobody Knows The Way I Feel This Morning, uma grande canção blues, por Dinah Washington.
____
"I'm leaving here on a southboud train
And nothing's gonna bring your sweet baby back here again
'Cause nobody knows the way I feeel this morning"
Quando as vozes de Billie Holiday, Ella Fitzgerald ou Dinah Washington se mostraram ao mundo ainda a revolução do soutien estava longe. Todas tiveram infâncias difíceis, umas mais que outras é certo, e vidas errantes.
E é essa a grande componente dos blues e que faz deste um género musical muito particular. E se o mundo conheceu muitos e bons bluesmen, a verdade é que as mulheres também deram cartas neste estilo do jazz. Dinah Washington, a Rainha dos Blues, disso é exemplo.
Para quem casou sete vezes ao longo dos seus (curtos) 39 anos de vida, Nobody Knows The Way I Feel This Morning bem podia ser a banda sonora dos seus dias e noites. A desventura amorosa, popularizada depois por Aretha Franklin, mostra uma mulher amargurada pela traição. Amargurada mas não resignada. Uma mulher que mandaria o marido para o cemitério mais próximo, se pudesse. Uma mulher que empenha os anéis de ouro para fugir de combóio. E que ainda avisa aos outras mulheres: não se deixem ir em cantigas.
Hoje as mulheres já não esperam o homem atrás da porta com o rolo da massa, de madrugada. Já não fogem para não mais voltar. Preenchem os papéis para o divórcio.
Tudo mudou.
Hoje o papel da mulher na música está diferente, menos interventivo, mas talvez mais igual.
E depois também há a mulher que vende o corpo disfarçado de música.
Há também mulheres que tentam quebrar esse esteriótipo, como Beth Ditto, a vocalista dos Gossip, que se despe em palco para mostrar que a beleza é subjectiva.
Para hoje, Nobody Knows The Way I Feel This Morning, uma grande canção blues, por Dinah Washington.
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"I'm leaving here on a southboud train
And nothing's gonna bring your sweet baby back here again
'Cause nobody knows the way I feeel this morning"
sexta-feira, 28 de março de 2008
Chauffeur Navarrus - A12 (Corte de Cabelo) (2008)
Penso em blues e a imagem que me vem à cabeça é dos solos áridos americanos, dos clubes nocturnos, dos homens sentados em pequenos banquinhos de madeira com os seus chapéus, guitarra apoiada numa perna, as botas a imitar o ritmo no chão encardido, harmónica no suporte para o pescoço, depois a passar pelos lábios. Vêm-me à cabeça as vozes daqueles mestres negros, aquela cadência tão particular, a repetição dos versos que obedece àquele velho esquema. Vêm-me à cabeça aquelas histórias corriqueiras, dos amores, dos desamores, da tristeza, histórias simples de pessoas simples. Pessoas que trabalham duro, vão à Igreja, bebem uns copos na tasca e pedem liberdade.
Os blues nasceram das angústias da comunidade afro-americana em Terras do Tio Sam, no início do século passado. Mas neste século também se fazem blues. E dos bons.
O Chauffeur Navarrus não é negro nem trabalha nos campos junto ao Mississipi. O Chaffeur Navarrus é o típico português, ganha a vida ao volante do seu táxi mas também sabe cantar os blues. Na língua de Camões.
Personagem criada por João Navarro (voz, composição e letras) para dar sentido ao projecto musical que pretendia criar, o Chauffeur Navarrus viaja pelas sonoridades do jazz e dos blues, muito graças à formação dos músicos que lhe dão vida. João Navarro esteve sempre ligado aos blues, António Silva (piano) e o mítico baterista Paleka vêm dessa catedral do jazz que é o Hot Clube. A eles junta-se Guilherme Marinho (baixo e guitarra), com formação mais clássica e as vozes de Sónia, Sara e Carla que fazem um coro muito engraçado e simplesmente delicioso.
O disco de estreia do Chauffeur, Estradas Locais, está prestes a circular por esse país fora. Até lá proponho uma viagem pela A12 (Corte de Cabelo), uma das 11 faixas do primeiro álbum da banda.
Para mim, sem qualquer dúvida, um dos lançamentos do ano. Das melhores coisas que me foram dadas a ouvir em português nos últimos tempos.
A toda a velocidade em direcção ao fim-de-semana, pela A12 (Corte de Cabelo), no cadillac do Chauffeur Navarrus.
_____
"Dá-me boleia fora das estradas locais..."
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Para viajar no banco de trás deste táxi...
Amanhã Chauffeur Navarrus ao vivo Toda a Tarde no Rádio Clube Português depois das 16h e pela noite dentro no Casino de Lisboa.
Boa viagem.
Os blues nasceram das angústias da comunidade afro-americana em Terras do Tio Sam, no início do século passado. Mas neste século também se fazem blues. E dos bons.
O Chauffeur Navarrus não é negro nem trabalha nos campos junto ao Mississipi. O Chaffeur Navarrus é o típico português, ganha a vida ao volante do seu táxi mas também sabe cantar os blues. Na língua de Camões.
Personagem criada por João Navarro (voz, composição e letras) para dar sentido ao projecto musical que pretendia criar, o Chauffeur Navarrus viaja pelas sonoridades do jazz e dos blues, muito graças à formação dos músicos que lhe dão vida. João Navarro esteve sempre ligado aos blues, António Silva (piano) e o mítico baterista Paleka vêm dessa catedral do jazz que é o Hot Clube. A eles junta-se Guilherme Marinho (baixo e guitarra), com formação mais clássica e as vozes de Sónia, Sara e Carla que fazem um coro muito engraçado e simplesmente delicioso.
O disco de estreia do Chauffeur, Estradas Locais, está prestes a circular por esse país fora. Até lá proponho uma viagem pela A12 (Corte de Cabelo), uma das 11 faixas do primeiro álbum da banda.
Para mim, sem qualquer dúvida, um dos lançamentos do ano. Das melhores coisas que me foram dadas a ouvir em português nos últimos tempos.
A toda a velocidade em direcção ao fim-de-semana, pela A12 (Corte de Cabelo), no cadillac do Chauffeur Navarrus.
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"Dá-me boleia fora das estradas locais..."
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Para viajar no banco de trás deste táxi...
Amanhã Chauffeur Navarrus ao vivo Toda a Tarde no Rádio Clube Português depois das 16h e pela noite dentro no Casino de Lisboa.
Boa viagem.
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quinta-feira, 13 de março de 2008
The Soaked Lamb - Color Blues (2007)
Interessante a proposta de hoje da edição dos Heróis do Ar, rubrica da reponsabilidade de Tiago Santos na Rádio Oxigénio.
Chamam-se The Soaked Lamb e, apesar de figurarem na lista dos melhores de 2007 da Blitz, eu ainda não tinha despertado para eles. Hoje sintonizei música para respirar e lá estavam eles. Ou não fosse esta uma banda bastante arejada: vão beber ao country, aos blues, ao jazz. Mesmo como eu gosto, logo pela manhã.
A voz de serviço é feminina e bastante competente. No entanto parece-me que Mariana Lima tem muito por onde crescer, podia talvez melhorar o swing.
Este Color Blues é um bom cartão de visita para Handmade Blues, disco de estreia.
Vou ficar atenta.
Uma proposta de uma proposta, Color Blues, The Soaked Lamb.
Chamam-se The Soaked Lamb e, apesar de figurarem na lista dos melhores de 2007 da Blitz, eu ainda não tinha despertado para eles. Hoje sintonizei música para respirar e lá estavam eles. Ou não fosse esta uma banda bastante arejada: vão beber ao country, aos blues, ao jazz. Mesmo como eu gosto, logo pela manhã.
A voz de serviço é feminina e bastante competente. No entanto parece-me que Mariana Lima tem muito por onde crescer, podia talvez melhorar o swing.
Este Color Blues é um bom cartão de visita para Handmade Blues, disco de estreia.
Vou ficar atenta.
Uma proposta de uma proposta, Color Blues, The Soaked Lamb.
Música azul-colorida.
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"I see such colors in my dreams
Such creatures, oh I do"
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