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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ella Fitzgerald - Have Yourself a Merry Little Christmas (1960)

Para todos os que lêem este blog, a swinging Christmas.
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Have yourself a merry little christmas
Let your heart be light
Next year all our troubles will be
Out of sight
Have yourself a merry little christmas
Make the yule-tide gay
Next year all our troubles will be
Miles away
Once again as in olden days
Happy golden days of yore
Faithful friends who are dear to us
Will be near to us once more
Someday soon, we all will be together
If the fates allow
Until then, we'll have to muddle through somehow
So have yourself a merry little christmas now.
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Feliz Natal

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ella Fitzgerald & Louis Armstrong - Dream a Little Dream of Me (1950)

Sentei-me do lado da janela, embora este em nada seja diferente do lado do corredor. Afinal, estava no metro. Da janela, nada para ver.
Sentei-me e um pensamento acorreu automaticamente, como aqueles "pensamentos mágicos" que formulava em criança, quando queria muito saber a resposta a uma coisa que tardava, quando queria, de certa forma, antecipar o futuro. Se o telefone tocar neste preciso momento... Se a próxima música a passar na rádio for cantada em português... Se... aquilo que queria realizava-se.

Esta manhã quando me sentei no metro tive um feeling. E, brincando um pouco com aquela ideia que me preencheu a infância, fiz uma espécie de "promessa". Dream a Little Dream of Me seria a canção do dia aqui no estaminé. Mas só se...

Ora, o se aconteceu mesmo, e aqui está uma vez mais, a grandiosa dupla do jazz, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong. Promessas são promessas, por mais infantis que sejam.

Já nem sei o que dizer mais de Satchmo e da First Lady Of Song. Todos os que frequentam esta casa conhecem a minha admiração por eles. Dream a Little Dream Of Me começa com o trompete de Armstrong muito bem acompanhado pelo scat delicioso de Fitzgerald. Ella continua, desta vez com palavras, o trompete sempre a pontuá-la, depois é a vez de Louis Armstrong pegar nas palavras, arrastá-las. Fitzgerald acompanha-o num improviso e continua. Scat de Armstrong, scat de Ella. Os dois em coro. Uma simbiose perfeita.

É assim em Dream a Little Dream of Me. Ella Fitzgerald e Louis Armstrong.

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"Sweet dreams...
Till sunbeams find you
Keep dreaming...
(You gotta keep dreaming...)
Leave your worries behind you...
But in your dreams,
Whatever they be,
You gotta make me a promise:
Promise to me you'll dream...
Dream a little dream of me..."

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Bem, diria que começa aqui uma nova era para a pessoa que tem estado atrás do balcão deste estaminé.
Coisa que afectará o estabelecimento em si - parece-me - de forma positiva.
Pode demorar um bocadinho mais em algumas alturas, mas vai continuar a haver sempre por aqui uma música por dia! Pelo menos!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Louis Armstrong & Ella Fitzgerald- Basin Street Blues

Tem feito parte do meu trabalho, neste últimos dias, telefonar para aqui e para ali. Telefonemas daqueles em que nos põem invariavelmente em espera. Eternidades. Às vezes a chamada cai, outras vezes somos nós que desistimos.

Nos entretantos, ouvem-se conversas indesejadas, ruído, silêncio, e ocasionalmente música.
Num destes telefonemas ouvi Basin Street Blues, a canção que Louis Armstrong gravou em 1929 e que eu adoro ouvir em dueto com Ella Fitzgerald.

Um belo momento que me fez pensar como seriam bem mais agradáveis todos os escritórios de todas as empresas por este mundo fora, se se ouvisse jazz como música ambiente. Também se podiam ouvir outras coisas. Ter música durante o horário de trabalho parece-me sempre positivo. Positivo mas nem sempre concretizável. Não na empresa onde trabalho.

Este clássico do jazz é uma homenagem à rua de New Orleans, no Louisiana. Um local mítico para este género musical. Quanto a mim, este blues é também um hino à amizade, ao reencontro.
Afinal, Basin Street is the street where the best folks always meet.

Duas grandes vozes, Ella e Armstrong em dueto é a minha proposta para hoje. No final ainda temos direito a um scat, pelo mestre do improviso.

Basin Street Blues, Louis Armstrong com Ella Fitzgerald. Divino.

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"Won't you come along with me
to the Mississippi
we'll take a boat to the land of dreams
Steam down the river, down to New Orleans"

terça-feira, 24 de junho de 2008

Ella Fitzgerald - (I Love You) For Sentimental Reasons (1947)

Já andava para falar em (I Love You) For Sentimental Reasons há algum tempo. Hoje proponho aqui a versão de Ella Fitzgerald, que tenho muito bem embalada no volume dedicado à "First Lady Of Song" da colecção BD Jazz.

Este conjunto de mini-livros de BD com CDs, lançado pela editora francesa Nocturne, é uma boa forma de apresentar os grandes nomes do jazz, através de uma pequena biografia em banda-desenhada e de dois discos com gravações mais ou menos reconhecidas. Infelizmente, já não apanhei quase nada da colecção, que a FNAC foi recuperando de tempos a tempos, mas sempre incompleta. Fiquei com os volumes de Ray Charles e Ella Fitzgerald.

O de Fitzgerald é o que roda mais no meu rádio. O CD1 com temas mais scat, mais enérgicos, com algumas parcerias. O CD2 é o meu disco de eleição para ouvir quando o sol já se pôs, em noites de insónia ou quando a rádio teima em passar, ao sábado à noite, música de discoteca de trazer por casa. É lá que se escondem os temas mais clássicos, as baladas acompanhadas de big band, como este (I Love You) For Sentimental Reasons.

Este tema da tradição jazz, popularizado por Nat King Cole, é uma canção simples, serena, que sabe muito bem ouvir pela noite fora, até que a manhã entre pela janela. Na versão de Ella, o coro masculino no final abre caminho à sua improvisação única: I really love you, really, I do.

Para ouvir, e sonhar, (I Love You) For Sentimental Reasons, na voz de Ella Fitzgerald.

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"I think of you every morning
Dream of you every night
Darling, I'm never lonely
Whenever you are in sight"

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Ella Fitzgerald - How High the Moon (1960)

Nos últimos anos tenho vindo a descobrir mais seriamente o jazz.

Agradam-me mais os clássicos que os novos sub-géneros. Gosto muito dos blues. E fascina-me o scat.

O scat singing é o canto improvisado de sílabas, palavras, que não têm qualquer significado. E é maravilhoso. É a voz como verdadeiro instrumento de orquestra, em pé de igualdade com qualquer saxofone ou piano.

Poderia ter escolhido para hoje um tema integralmente cantado em scat. Tenho ouvido muito Ella Fitzgerald, a primeira-dama da canção, como foi chamada. Temas como Smooth Sailin' ou Rough Ridin', são pérolas do scat singing.

Resolvi escolher a versão de 1960 de How High The Moon, um tema clássico, já presente no álbum 1947-1948. A canção não é inteiramente cantada em scat, mas em Ella in Berlin, o improviso final, toda aquela reviravolta rítmica, faz de How High The Moon um tema da minha eleição.

Porque nem só de palavras se faz o significado de uma canção, Ella Fitzgerald, How High The Moon.



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"How high the moon is the name of this song,

How high the moon, thought the words may be wrong,

We're singin' it because you asked for it,

so we're swingin' it just for you..."