Ainda não tive a oportunidade de ouvir com atenção Night Eternal, o novíssimo álbum dos portugueses Moonspell. Tenho lido as críticas que, valendo o que valem, não são assim tão positivas quanto isso.
Também, depois de The Antidote, que teve até uma colaboração especial de José Luís Peixoto - esse metaleiro da literatura - a fasquia estava bem lá em cima.
Hoje proponho Vampiria, do primeiro álbum da banda, Wolfheart. Não é dos meus temas preferidos dos Moonspell - talvez seja demasiado gótico para os meus gostos - mas há nele uma linha de guitarra que não me sai da cabeça. Vampiria é aquilo que Miguel Esteves Cardoso chamaria de otoverme. O que não é bom nem é mau. É assim-assim.
Para além das guitarras, está lá o pleno exercício da voz cava de Fernando Ribeiro e uma cadência muito interessante de bateria.
A letra é como sempre de um inequívoco teor literário, ou não fosse o compositor um homem das letras e da Filosofia.
(Ah, a despropósito, Fernando Ribeiro cresceu na Brandoa, sítio onde agora assentei arraiais.)
Bem, e como o único remédio para os otovermes é, segundo MEC, ouvir o tema em questão uma e outra vez, até dela não restarem vestígios, já sei o que me espera mais logo a caminho de casa.
Vampiria, Moonspell, mais uma vez.
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"Vampiria, fly Vampiria
In your eye burn, defying
All those who in silence sleep
In a city once named desire"
quarta-feira, 28 de maio de 2008
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