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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Nouvelle Vague - Dancing With Myself (2004)

Uma noite destas deu-me uma vontade incontrolável de desenterrar os clássicos de Billy Idol. Na verdade, eu sabia que estava calor na cidade nessa noite e o tema surgiu na minha cabeça claro como água. Depois seguiu-se White Wedding, Sweet Sixteen, o incontornável Rebel Yell, Eyes Without a Face e este Dancing With Myself. O tema que arranca sorrisos e troças, a conhecida canção da masturbação (ou sobre o episódio dos espelhos a que Idol assistiu nas ruas de Tóquio...) foi resgatado aos anos 80 pelos Nouvelle Vague.

Já aqui falei deste engraçado projecto francês. Se a década de 80 é o maior de todos os guilty pleasures de uma certa geração de melómanos como eu, os Nouvelle Vague são um prazer culpado, mas docinho.

É claro que continuo a preferir as palmas aos estalos de dedos, e continuo a vibrar mais com as guitarras que com o contrabaixo swingado, mas não deixa de ser divertido ouvir Dancing With Myself cantado com a ingenuidade e doçura da cover dos Nouvelle Vague.

Tal como existem todos os tipos de raparigas no mundo, também existem versões de Dancing With Myself para todos os gostos e estados de espírito. Esta é a dos Nouvelle Vague.

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"So lets sink another drink
'cause it'll give me time to think
If I had the chance
Id ask the world to dance
And I'll be dancing with myself"

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Nouvelle Vague - I Melt With You (2005)

Pode uma banda de covers cheirar a novo a cada tema, a cada palavra, a cada acorde, com a frescura de quem acabou de inventar melodias e sons completamente novos?
Os Nouvelle Vague podem.

A banda francesa pegou em temas punk e new wave dos anos 70 e 80, deu-lhes a todas roupagens de bossa nova, uma cadência quase inexprimível, uma naturalidade fresca e luminosa. Regressou ao Brasil dos anos 60, às sonoridades jazz da mesma década e da seguinte, e o resultado é uma coisa deliciosa.

As melodias às vezes são tão suaves como brisas, como neste I Melt With You, outras vezes inclivelmente samba, como na versão para Too Drunk Too Fuck, dos Dead Kennedys. O clássico Dancing With Myself ganha às mãos desta Nouvelle Vague contornos de jazz cantados em bicos de pés, e com estalares de dedinhos.

Não sei como pude estar alheada deste mundo novo por tanto tempo. Agora, a pretexto da vinda da banda a Portugal para dois concertos, decidi passar pelo Myspace e ouvir o que por lá havia. Amanhã tenho de sair da Baixa com um disco na mala. Dê por onde der.

A minha proposta para hoje é um doce nestas noites que começam a ser frias. Uma voz tão engraçada de desajeitada, como por vezes tão certinha, uma voz que se arrasta em algumas palavras, de tão deliciosamente inocente. Às vezes lembra-me Nico. Algumas melodias, as mais minimalistas, os próprios Velvet Underground.

Seja como for, está na lista das coisas obrigatórias de ouvir.

I Melt With You, Nouvelle Vague.

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"The future’s open wide
I’ll stop the world and melt with you
You’ve seen the difference and it’s getting better all the time
There’s nothing you and I won’t do
I’ll stop the world and melt with you"