Chove. Têm chovido dias completos. Comprei um guarda-chuva amarelo, no Chinês. Foi uma vida efémera a do pobre guarda-chuva que agora jaz num pequeno caixote-do-lixo da estação do Cais do Sodré.
Tanta chuva e tanto guarda-chuva pelas ruas de Lisboa deu-me vontade de ouvir esta Serenata à Chuva, do álbum homónimo de Viviane, o segundo na carreira a solo da vocalista dos Entre Aspas. As razões são mais ou menos as mesmas que me levam a pôr água na chaleira para fazer um chá, daqueles que fundem sabores. Uma mistura fértil de fado com tango, chanson française, poesia e spoken word. E aquele sotaque delicioso meio algarvio, meio francês, com tiques de fadista.
Serenata à Chuva, com um poema magnífico de Rosa Alice Branco e a participação especial do cubano Mário Riva, a dar uma dimensão incrível à canção, o contrabaixo e as suaves escovas a pontuar, é a música de um dia chuvoso.
Viviane, Serenata à Chuva.
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"Como o amor altera o sentido da chuva,
Sim, como ela se eleva no ar
E as frases se colam ao vestido.
No interior da pele o poema mudou
Desde que entraste no guarda-chuva
Esquecido a um canto do armário
Talvez o amor seja tudo amar
Sem excepção
E eu que nunca uso guarda-chuva
Assino incondicionalmente este poema"
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Queria partilhar uma ou duas coisas ou mais convosco: gosto de guarda-chuvas, mesmo quando viram com o vento, gosto porque dão um outro colorido à cidade cinzenta por causa da chuva, porque lançam um véu misterioso sobre as pessoas que o usam. Qualquer dia mudo o título deste blog para O Guarda-Chuva Amarelo. Só porque sim.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Entre Aspas - Perfume (1995)
Perfume é uma bela metáfora. É sensual, é poética, sem deixar de ser profundamente rock. O típico rock português dos anos 90. Ouvi-a esta manhã e ficou.
Os Entre Aspas de Lollipop (1995) já não estão no activo, mas a voz de Viviane continua por aí, agora num registo mais pop.
Vale mesmo a pena ouvir Viviane (2007), o segundo disco a solo da líder dos extintos Entre Aspas. Nele Viviane visita o fado, a canção francesa, o tango, a Argentina, à procura de novas e interessantes sonoridades.
O rock dos 90's aqui não tem lugar. Fica apenas a forma peculiar de cantar e o sotaque algarvio que não deixa de imprimir às palavras.
Hoje, uma dupla proposta.
Perfume, Viviane com os Entre Aspas, para uma viagem até aos anos 90;
e
Serenata à Chuva, Viviane, a solo, para quem quer ir até outras paragens.
Para descobrir as diferenças.
_______
"Queria agarrá-lo, metê-lo no meu frasco, fechá-lo bem p'ra não fugir..."
Os Entre Aspas de Lollipop (1995) já não estão no activo, mas a voz de Viviane continua por aí, agora num registo mais pop.
Vale mesmo a pena ouvir Viviane (2007), o segundo disco a solo da líder dos extintos Entre Aspas. Nele Viviane visita o fado, a canção francesa, o tango, a Argentina, à procura de novas e interessantes sonoridades.
O rock dos 90's aqui não tem lugar. Fica apenas a forma peculiar de cantar e o sotaque algarvio que não deixa de imprimir às palavras.
Hoje, uma dupla proposta.
Perfume, Viviane com os Entre Aspas, para uma viagem até aos anos 90;
e
Serenata à Chuva, Viviane, a solo, para quem quer ir até outras paragens.
Para descobrir as diferenças.
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"Queria agarrá-lo, metê-lo no meu frasco, fechá-lo bem p'ra não fugir..."
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